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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Violência doméstica: Evangélicas são maioria entre atendidas no Loreta Valadares


Violência doméstica: Evangélicas são maioria entre atendidas no Loreta Valadares
Foto: Divulgação
Evangélicas são a maioria das mulheres que buscaram ajuda no Centro de Referência de Atenção à Mulher Loreta Valadares neste ano – 37 das 112 mulheres que chegaram ao centro no primeiro semestre deste ano, o que equivale a 33% do total. Na proporção da população, os evangélicos correspondem a 19,6%, de acordo com o último Censo. Segundo informações do jornal Correio, as estatísticas de atendimento ainda apontam que a maioria das mulheres que procuram o centro – em geral vítimas de violência doméstica – são negras: 88%. O balanço aponta ainda que 44% delas estudaram até o Ensino Médio (44%) e tinham renda menor do que um salário mínimo (30%). De acordo com a coordenadora da unidade, Maria Auxiliadora Alves, muitas das mulheres que chegam ao Loreta não registraram boletins de ocorrência em delegacias. “Muitas não se sentem preparadas para dar continuidade ao processo. Mas isso não impede que a nossa equipe dê todo suporte a essa mulher, porque nosso trabalho é sigiloso e acolhedor. Nossa função é acolher essa mulher e fazer com que ela perceba essa situação de violência”, explicou a gestora, em entrevista ao Correio. A titular da delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Periperi, Vânia Matos, também confirma que poucas mulheres evangélicas procuram a polícia. “Geralmente, elas acham que não devem registrar, por estar na Justiça ou na delegacia prejudicando alguém. Entregam a Deus. O entendimento de algumas é que, mesmo sofrendo, tem que viver (com o agressor)”. Segundo Vânia, “as poucas que chegam” são levadas por policiais após uma situação ou vão à delegacia como desdobramento de denúncia de uma terceira pessoa. Mesmo ao chegar à unidade, elas não costumam querer prosseguir com o inquérito. Na Ronda Maria da Penha, a religião da maioria das mulheres atendidas segue a proporção da população: são 45% de católicas – os católicos representam 52,3% dos habitantes, de acordo com o Censo. Evangélicas, incluindo Testemunhas de Jeová e adventistas, são 35% das vítimas. 

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